Em 1996 Orides Fontela lançou Teia, seu último livro publicado em vida. Nele, a poeta se utiliza da figura da aranha como artesã de uma trama complexa e, ao mesmo tempo, translúcida. Superfície por onde as palavras escapam, tencionando a relação entre inspiração e o trabalho contínuo e paciente de criar.
Homenageada pela FLIP em 2026, Orides nos conduz de volta à Teia e recorremos ao livro para celebrar sua obra. No gesto de seguir tecendo, convidamos integrantes do Coletivo Bordadeiras Paraty para bordar os poemas de Orides em nossas roupas vivas.

O convite nasceu da experiência compartilhada no curso Tingimento Botânico, promovido pela Casa da Cultura na Loja Flavia Aranha. Integrantes de um coletivo formado por inúmeras bordadeiras, essas seis mulheres representam diferentes percursos: Catiucia é esteticista, Laiz e Maria Helena são professoras, Glauce é professora aposentada; Mayara é produtora de eventos e bordadeira e Raquel, servidora pública aposentada. Na diversidade de seus ofícios, elas mantêm o desejo de criar com as mãos a partir da escuta sensível, da poesia e da natureza.
Inspiradas pelo universo de Teia, os poemas de Orides ganham nossas camisas em uma versão bordada limitada. Como no trabalho da aranha, um fio sustenta o outro. Cada bordado preserva sua singularidade, mas é no entrelaçamento dessas seis trajetórias que essa história ganha mais sentido.

Nos encontramos com as bordadeiras para ouvir seus relatos sobre o fazer manual em suas trajetórias e a experiência com a poesia de Orides Fontela.
Mayara Moreira
Eu sou paratiense e comecei a bordar bem novinha, com a minha avó. Ela me ensinou ponto correntinha, espinha de peixe, que são pontos aqui da cidade, bem tradicionais. Depois que eu cresci, continuei apaixonada por bordado e resolvi aprender mais, para mudar de profissão.
Quando eu engravidei, comecei um curso novo e me aprofundei nessa arte. Já faz dez anos que eu bordo. Na Casa da Cultura, eu me aproximei desse nosso grupo de bordado e a gente foi para o tingimento natural também, com a Flavia Aranha.
É uma prática muito diferente do que a gente imaginava, um outro mundo. Daí surgiu o convite de bordar Orides para a FLIP.
Peguei para bordar o poema “Trabalho Oculto”, que fala sobre a metamorfose, fala que ela não é um processo mágico. Ela vem através de muito trabalho, paciência, esforço, foco e silêncio. Assim como no tingimento. Aprendemos que tem um processo todo ali, a gente tem que seguir um compasso e esperar o tempo da natureza para sair a cor. No bordado também é assim, a gente tem o tempo do ponto a ponto, do fio, até que a trama se transforma.

Laíz Elesbão
Eu sou paratiense, sou professora, ilustradora e agora sou bordadeira.
Nós nos conhecemos na Casa da Cultura, num curso de bordado livre, pintura de agulha. Mas foi no curso de tingimento natural da Flavia Aranha, feito nesse primeiro semestre de 2026, que criamos um vínculo afetivo. E, a partir desse vínculo, dessa amizade que foi formada no curso da Flavia, a gente casou os interesses.
Daí veio um convite para bordar poesias e trechos da Orides, que é a autora homenageada da FLIP desse ano. Eu não conhecia, mas desde que eu entrei no curso de tingimento natural, estou com uma ideia de trama muito forte na cabeça. E isso vem em vários tipos de trama que eu tenho observado. Tramas de raízes, a trama do cipós, as tramas da natureza…
Quando chegou esse convite para bordar as poesias da Orides, foi uma combinação muito feliz. Pegar uma coisa para bordar é realmente se aprofundar naquilo. Eu fiquei incumbida de bordar a assinatura da Orides. A assinatura de uma pessoa é uma coisa muito única, a dela é desconstruída, dá para você entender um pouco dessa profundidade, como foi o pensamento dessa pessoa também.

Maria Helena
Eu sou professora de alfabetização e também de turmas de EJA há quase 35 anos. Eu sempre fui uma pessoa que tinha que ter alguma coisa produzindo com as mãos. Essa primeira imagem me lembra os sete anos, quando eu levei uma linha e uma agulha para a escola na primeira série, e mostrei para a minha professora que eu já sabia fazer correntinhas de crochê, que minha tia me ensinou.
E assim foi. Aprendi tricô com uma vizinha, um ponto de bordado com a minha mãe, uma costura com outra pessoa e sempre tendo alguma coisa nas mãos. O bordado surgiu mais intensamente a partir do momento que eu fiz o curso de pintura de agulha, promovido pela Casa da Cultura e Casa das Artes e pela Tainá Caissara. Aí eu me apaixonei e falei “eu quero isso para a vida”.
Se eu pudesse escolher um jeito de fazer a passagem, eu queria ir com o bastidor e uma agulha na mão. Eu acho que eu iria bem feliz, eu iria chegar amparada, sabe?
Orides é uma autora que eu não conhecia, mas que logo de cara eu me apaixonei por uma estrofe que eu li: “Nunca amar o que não vibra”. Eu achei isso de uma potência tão grande! Tem que ter vida, a gente precisa amar o que vibra. E eu acredito muito nisso, nessa vibração, em coisas que acontecem.
Aí a gente fez o curso de Tingimento Botânico, um curso que foi muito especial, de repente a gente se depara com panelas, mulheres, aromas e alquimias, e vê cores surgindo, perfumes surgindo e a magia acontecendo. E surge essa proposta da Flávia para a gente fazer esses bordados, nessa coleção. Foi um privilégio poder traduzir em pontos, em fios, em pigmentos, toda a profundidade do texto de Orides. Foi algo muito especial.

Glauce de Souza
Eu nasci na Ilha do Araújo, moro em Paraty há quase 60 anos. Sou mãe, esposa, professora aposentada, avó de dois netos lindos.
O bordado passou a acontecer para mim a partir de um curso que fizemos na Casa da Cultura de Paraty e depois bordamos também o vestido da Tainá Caissara. Após esse bordado do vestido, nós fizemos o curso de tingimento botânico com a Flavia Aranha e Marcela da Terra.
A gente formou uma equipe bacana, onde a gente divide os nossos afazeres, e fomos convidados pela Flavia Aranha para fazer esse trabalho para a FLIP, onde coube para mim a frase “no centro, a aranha espera.”
Durante esse bordado, eu fique pensando nessa frase, é forte porque diz tudo que uma aranha faz… Ela fica ali no centro, depois de fazer toda a sua teia. Eu imaginei estar bordando mesmo a aranha, ali no nome. Achei que era muito representativo, bordar a Orides para mim foi realmente forte.

Raquel Braghim
Eu sou funcionária pública aposentada e sempre fui apaixonada por artes em geral. Já fiz vários tipos de artesanato, mas a minha paixão mesmo foi o bordado.
Comecei o bordado há uns 30 anos atrás, bordado livre. Foi mais por terapia, virou uma grande paixão e, consequentemente, está virando uma profissão, eu nem contava com isso.
Ano passado surgiu um curso na Casa de Cultura de pintura de agulha, eu fiquei mais apaixonada ainda pelo bordado, foi muito especial para mim porque eu lutei muito para conseguir aprender essa pintura de agulha.
Depois, teve o curso de tingimento botânico com a Casa de Cultura e a Flavia Aranha. E, a partir daí, houve o convite da Flavia para que nós bordássemos algumas frases da Orides para a Flip. Eu me senti muito honrada, bordar para a Flavia Aranha é muita honra, ainda mais na FLIP.
Uma das frases que eu bordei é “nunca amar o que não vibra.” Isso me emocionou muito, porque realmente a gente só deve amar o que vibra com a gente.

Catiúcia dos Santos
Eu sou paratiense, esteticista e corredora também.
O bordado começou na minha vida muito cedo, quando fui para a alfabetização. Estudava na escola Parque da Mangueira e lá tinha uma sala das artes. Foi com uma professora, o nome dela era Maria Ramec. Eu tinha uns sete, oito anos mais ou menos. Comecei o bordado livre, aprendi também crochê e tricô. Ela foi uma grande mestra na minha vida, passei a minha adolescência inteira bordando com ela. Aprendi muito não só sobre o bordado, mas da vida também.
A gente vai crescendo, vai tomando outros rumos e por um tempo o bordado ficou meio que guardado. Comecei a trabalhar, fui mãe…
No ano passado, me inscrevi no curso de pintura de agulha na Casa da Cultura. Eu sou uma pessoa que gosta de encarar os desafios. Eu sei que tem coisas que são difíceis, mas procuro não ter medo. Vou com medo mesmo. Fui e me apaixonei de novo pelo bordado. Ele aflorou de um jeito assim.
Quando a Cris me falou que ia ter um atendimento, falei que queria também. Foi um mundo novo, porque até então eu não conhecia nada do tingimento botânico. Quando cheguei e vi aquelas panelas e o jeito de fazer, a delicadeza, o sentimento que era colocado ali, os aromas, foi tudo muito encantador. Ficávamos esperando a segunda-feira para vir.
Em seguida, a Flavia chamou a gente para esse projeto da FLIP, para fazer essa homenagem à Orides. Mais uma descoberta, mais um mundo novo. Ela deu um esboço para a gente fazer uma piloto e eu peguei a Teia. Era para fazer só um trechinho e eu fiz o poema inteiro na blusa.
Quando veio outro panô para fazer, eu tive a sorte de pegaro poema inteiro da Teia dessa vez. Foi um desafio muito grande. Mas, para mim, é uma honra muito grande também. Estou me sentindo muito privilegiada por estar fazendo esse bordado, por estar mostrando meu bordado para Paraty, para o mundo também. Mostrar nossas origens.

Coletivo Bordadeiras Paraty e a Teia de Orides Fontela
Em 1996 Orides Fontela lançou Teia, seu último livro publicado em vida. Nele, a poeta se utiliza da figura da aranha como artesã de uma trama complexa e, ao mesmo tempo, translúcida. Superfície por onde as palavras escapam, tencionando a relação entre inspiração e o trabalho contínuo e paciente de criar.
Homenageada pela FLIP em 2026, Orides nos conduz de volta à Teia e recorremos ao livro para celebrar sua obra. No gesto de seguir tecendo, convidamos integrantes do Coletivo Bordadeiras Paraty para bordar os poemas de Orides em nossas roupas vivas.
O convite nasceu da experiência compartilhada no curso Tingimento Botânico, promovido pela Casa da Cultura na Loja Flavia Aranha. Integrantes de um coletivo formado por inúmeras bordadeiras, essas seis mulheres representam diferentes percursos: Catiucia é esteticista, Laiz e Maria Helena são professoras, Glauce é professora aposentada; Mayara é produtora de eventos e bordadeira e Raquel, servidora pública aposentada. Na diversidade de seus ofícios, elas mantêm o desejo de criar com as mãos a partir da escuta sensível, da poesia e da natureza.
Inspiradas pelo universo de Teia, os poemas de Orides ganham nossas camisas em uma versão bordada limitada. Como no trabalho da aranha, um fio sustenta o outro. Cada bordado preserva sua singularidade, mas é no entrelaçamento dessas seis trajetórias que essa história ganha mais sentido.
Nos encontramos com as bordadeiras para ouvir seus relatos sobre o fazer manual em suas trajetórias e a experiência com a poesia de Orides Fontela.
Mayara Moreira
Eu sou paratiense e comecei a bordar bem novinha, com a minha avó. Ela me ensinou ponto correntinha, espinha de peixe, que são pontos aqui da cidade, bem tradicionais. Depois que eu cresci, continuei apaixonada por bordado e resolvi aprender mais, para mudar de profissão.
Quando eu engravidei, comecei um curso novo e me aprofundei nessa arte. Já faz dez anos que eu bordo. Na Casa da Cultura, eu me aproximei desse nosso grupo de bordado e a gente foi para o tingimento natural também, com a Flavia Aranha.
É uma prática muito diferente do que a gente imaginava, um outro mundo. Daí surgiu o convite de bordar Orides para a FLIP.
Peguei para bordar o poema “Trabalho Oculto”, que fala sobre a metamorfose, fala que ela não é um processo mágico. Ela vem através de muito trabalho, paciência, esforço, foco e silêncio. Assim como no tingimento. Aprendemos que tem um processo todo ali, a gente tem que seguir um compasso e esperar o tempo da natureza para sair a cor. No bordado também é assim, a gente tem o tempo do ponto a ponto, do fio, até que a trama se transforma.
Laíz Elesbão
Eu sou paratiense, sou professora, ilustradora e agora sou bordadeira.
Nós nos conhecemos na Casa da Cultura, num curso de bordado livre, pintura de agulha. Mas foi no curso de tingimento natural da Flavia Aranha, feito nesse primeiro semestre de 2026, que criamos um vínculo afetivo. E, a partir desse vínculo, dessa amizade que foi formada no curso da Flavia, a gente casou os interesses.
Daí veio um convite para bordar poesias e trechos da Orides, que é a autora homenageada da FLIP desse ano. Eu não conhecia, mas desde que eu entrei no curso de tingimento natural, estou com uma ideia de trama muito forte na cabeça. E isso vem em vários tipos de trama que eu tenho observado. Tramas de raízes, a trama do cipós, as tramas da natureza…
Quando chegou esse convite para bordar as poesias da Orides, foi uma combinação muito feliz. Pegar uma coisa para bordar é realmente se aprofundar naquilo. Eu fiquei incumbida de bordar a assinatura da Orides. A assinatura de uma pessoa é uma coisa muito única, a dela é desconstruída, dá para você entender um pouco dessa profundidade, como foi o pensamento dessa pessoa também.
Maria Helena
Eu sou professora de alfabetização e também de turmas de EJA há quase 35 anos. Eu sempre fui uma pessoa que tinha que ter alguma coisa produzindo com as mãos. Essa primeira imagem me lembra os sete anos, quando eu levei uma linha e uma agulha para a escola na primeira série, e mostrei para a minha professora que eu já sabia fazer correntinhas de crochê, que minha tia me ensinou.
E assim foi. Aprendi tricô com uma vizinha, um ponto de bordado com a minha mãe, uma costura com outra pessoa e sempre tendo alguma coisa nas mãos. O bordado surgiu mais intensamente a partir do momento que eu fiz o curso de pintura de agulha, promovido pela Casa da Cultura e Casa das Artes e pela Tainá Caissara. Aí eu me apaixonei e falei “eu quero isso para a vida”.
Se eu pudesse escolher um jeito de fazer a passagem, eu queria ir com o bastidor e uma agulha na mão. Eu acho que eu iria bem feliz, eu iria chegar amparada, sabe?
Orides é uma autora que eu não conhecia, mas que logo de cara eu me apaixonei por uma estrofe que eu li: “Nunca amar o que não vibra”. Eu achei isso de uma potência tão grande! Tem que ter vida, a gente precisa amar o que vibra. E eu acredito muito nisso, nessa vibração, em coisas que acontecem.
Aí a gente fez o curso de Tingimento Botânico, um curso que foi muito especial, de repente a gente se depara com panelas, mulheres, aromas e alquimias, e vê cores surgindo, perfumes surgindo e a magia acontecendo. E surge essa proposta da Flávia para a gente fazer esses bordados, nessa coleção. Foi um privilégio poder traduzir em pontos, em fios, em pigmentos, toda a profundidade do texto de Orides. Foi algo muito especial.
Glauce de Souza
Eu nasci na Ilha do Araújo, moro em Paraty há quase 60 anos. Sou mãe, esposa, professora aposentada, avó de dois netos lindos.
O bordado passou a acontecer para mim a partir de um curso que fizemos na Casa da Cultura de Paraty e depois bordamos também o vestido da Tainá Caissara. Após esse bordado do vestido, nós fizemos o curso de tingimento botânico com a Flavia Aranha e Marcela da Terra.
A gente formou uma equipe bacana, onde a gente divide os nossos afazeres, e fomos convidados pela Flavia Aranha para fazer esse trabalho para a FLIP, onde coube para mim a frase “no centro, a aranha espera.”
Durante esse bordado, eu fique pensando nessa frase, é forte porque diz tudo que uma aranha faz… Ela fica ali no centro, depois de fazer toda a sua teia. Eu imaginei estar bordando mesmo a aranha, ali no nome. Achei que era muito representativo, bordar a Orides para mim foi realmente forte.
Raquel Braghim
Eu sou funcionária pública aposentada e sempre fui apaixonada por artes em geral. Já fiz vários tipos de artesanato, mas a minha paixão mesmo foi o bordado.
Comecei o bordado há uns 30 anos atrás, bordado livre. Foi mais por terapia, virou uma grande paixão e, consequentemente, está virando uma profissão, eu nem contava com isso.
Ano passado surgiu um curso na Casa de Cultura de pintura de agulha, eu fiquei mais apaixonada ainda pelo bordado, foi muito especial para mim porque eu lutei muito para conseguir aprender essa pintura de agulha.
Depois, teve o curso de tingimento botânico com a Casa de Cultura e a Flavia Aranha. E, a partir daí, houve o convite da Flavia para que nós bordássemos algumas frases da Orides para a Flip. Eu me senti muito honrada, bordar para a Flavia Aranha é muita honra, ainda mais na FLIP.
Uma das frases que eu bordei é “nunca amar o que não vibra.” Isso me emocionou muito, porque realmente a gente só deve amar o que vibra com a gente.
Catiúcia dos Santos
Eu sou paratiense, esteticista e corredora também.
O bordado começou na minha vida muito cedo, quando fui para a alfabetização. Estudava na escola Parque da Mangueira e lá tinha uma sala das artes. Foi com uma professora, o nome dela era Maria Ramec. Eu tinha uns sete, oito anos mais ou menos. Comecei o bordado livre, aprendi também crochê e tricô. Ela foi uma grande mestra na minha vida, passei a minha adolescência inteira bordando com ela. Aprendi muito não só sobre o bordado, mas da vida também.
A gente vai crescendo, vai tomando outros rumos e por um tempo o bordado ficou meio que guardado. Comecei a trabalhar, fui mãe…
No ano passado, me inscrevi no curso de pintura de agulha na Casa da Cultura. Eu sou uma pessoa que gosta de encarar os desafios. Eu sei que tem coisas que são difíceis, mas procuro não ter medo. Vou com medo mesmo. Fui e me apaixonei de novo pelo bordado. Ele aflorou de um jeito assim.
Quando a Cris me falou que ia ter um atendimento, falei que queria também. Foi um mundo novo, porque até então eu não conhecia nada do tingimento botânico. Quando cheguei e vi aquelas panelas e o jeito de fazer, a delicadeza, o sentimento que era colocado ali, os aromas, foi tudo muito encantador. Ficávamos esperando a segunda-feira para vir.
Em seguida, a Flavia chamou a gente para esse projeto da FLIP, para fazer essa homenagem à Orides. Mais uma descoberta, mais um mundo novo. Ela deu um esboço para a gente fazer uma piloto e eu peguei a Teia. Era para fazer só um trechinho e eu fiz o poema inteiro na blusa.
Quando veio outro panô para fazer, eu tive a sorte de pegaro poema inteiro da Teia dessa vez. Foi um desafio muito grande. Mas, para mim, é uma honra muito grande também. Estou me sentindo muito privilegiada por estar fazendo esse bordado, por estar mostrando meu bordado para Paraty, para o mundo também. Mostrar nossas origens.